PSOL defende investigação sobre nova lista da Odebrecht e diretas já!

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Bancada e Executiva Nacional divulgam Nota sobre citados na Lava Jato. Partido cobra imediatas eleições para presidente da República.

A lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da Lava Jato, que determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes da Câmara e do Senado, esvaziou a Câmara dos Deputados nesta semana. Divulgada ontem (11), a expectativa agora é pela íntegra dos depoimentos dos delatores da Odebrecth, que também se tornarão públicos.

Diante deste cenário caótico, a bancada do PSOL na Câmara e a Executiva Nacional se reuniram e aprovaram Nota Oficial, na qual cobram investigação dos citados e eleições diretas para presidente da República imediatamente.

 

CHEGA! PSOL DEFENDE INVESTIGAÇÃO E DIRETAS JÁ!

 

A lista divulgada pelo ministro Edson Fachin demonstra a profundidade da crise política que atinge o país. A presença de quatro dezenas de deputados federais, um terço do Senado Federal, doze governadores e oito ministros do governo Temer, citados em delações dos executivos da construtora Odebrecht, mostra o desprestígio da atual composição do Congresso Nacional, que pretende votar medidas que penalizam os mais pobres, como a reforma da previdência, a trabalhista ou uma reforma política antidemocrática.

Diante deste cenário, o PSOL propõe:

  1. Abertura de investigação do Presidente da República. De acordo com o entendimento do então ministro Teori Zavascki, embora não seja possível processar um Presidente, é possível a abertura de investigação sempre que houver elementos para tanto. O PSOL entrará ainda hoje com representação pedindo a abertura de investigação de Temer a partir das menções que atestam seu envolvimento em irregularidades promovidas pela cúpula do PMDB.
  2. Consideramos que a saída para a atual crise é a convocação imediata de eleições diretas para a Presidência da República. Além de ilegítimo, o governo implementa uma agenda de retrocessos sem qualquer apoio popular. A vontade da cidadania deve ser soberana. O povo tem que decidir os destinos da nação, por isso as iniciativas de mobilização – como a greve geral convocada para o dia 28 de abril – contam com nosso irrestrito apoio.
  3. Não aceitamos que o Congresso Nacional aprove medidas que penalizem os trabalhadores. E consideramos ainda mais absurdo que isso seja feito em meio a tão graves denúncias evolvendo ministros e parlamentares da Câmara e do Senado. Além disso, respeitando o amplo direito à defesa e ao contraditório, consideramos que esses parlamentares não devem manter posição de comando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, bem como relatar as contrarreformas propostas pelo governo Temer.

 

EXECUTIVA NACIONAL DO PSOL

BANCADA DO PSOL NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

Brasília, 12 de abril de 2017