PSOL e demais partidos de oposição derrubam urgência para votação da reforma trabalhista

Ligado .

O governo tentou, mas não conseguiu atropelar debate sobre projeto que desmonta os direitos trabalhistas.

A tentativa de manobra do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), para levar ao plenário em regime de urgência a votação da reforma trabalhista (Projeto de Lei 6787/2016) não perdurou. Mas uma vez, o governo ilegítimo de Michel Temer perdeu no plenário da Casa.

A forte obstrução do PSOL e demais partidos de oposição derrubaram o requerimento de urgência, apresentado pela base do governo, para que o PL 6787 fosse votado rapidamente em plenário, desconsiderando o trabalho da Comissão Especial. O requerimento precisava de pelo menos 257 votos para ser aprovado, mas obteve 230 favoráveis e 163 contrários.

“A base ilegítima de Temer está desesperada, não conseguiu aprovar essa medida que é um desmonte da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Vamos ampliar a mobilização, nas ruas e aqui, para impedir essa deforma dos direitos trabalhistas”, afirmou o líder do PSOL, deputado Glauber Braga (RJ).

Durante a votação nominal do requerimento, a deputada Luiza Erundina (SP) ocupou a cadeira da presidência da Câmara, em protesto, com cartazes nas mãos, acompanhada dos demais deputados da bancada do PSOL. Em certo momento, ela disse: “Passo a palavra para o deputado Rogério Marinho, relator dessa desgraça de projeto de lei!".

 

Fotos: Bruna Menezes / PSOL na Câmara.