Governo quer acelerar votação da reforma da Previdência

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Comissão pode votar o texto nesta quarta-feira. É hora de aumentar a pressão!

Após conseguir aprovar, no plenário da Câmara, a reforma trabalhista (PL 6787/2016), o governo de Michel Temer pretende acelerar esta semana a tramitação da reforma da Previdência (PEC 287/2016), votando a matéria na comissão especial que debate o tema. A expectativa do Palácio do Planalto, que na Câmara tem como principal aliado o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), é encerrar a votação do parecer do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), até a quinta-feira (04).

A previsão do governo, no entanto, era terminar as discussões em cima do relatório ainda na quinta-feira passada (27), o que acabou não ocorrendo. Segundo o presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o adiamento se deu em função da falta de quórum para os debates, pela votação da reforma trabalhista no plenário, que e estendeu até a madrugada. Entretanto, sabe-se que ainda há divergências entre a própria base aliada do governo quanto ao conteúdo da matéria.

relator da PEC entregou seu parecer, no dia 19 de abril, com alterações em vários pontos do texto. O nítido recuo do governo é em função das mobilizações que pipocam país a fora, incluindo a greve geral  realizada em 28 de abril e o 1º de Maio, celebrado nesta segunda-feira, mas também do receio em sofrer uma derrota na votação da matéria mais importante de seu ajuste fiscal, uma vez que a maioria dos deputados têm se posicionado contrários à reforma. Incluindo, aí, integrantes da própria base de apoio do Palácio do Planalto. Para garantir os votos necessários no plenário, Temer já anunciou que vai exonerar deputados dos cargos do primeiro escalão para comparecer à votação. O governo negocia uma série de vantagens para conseguir aliados.

 

Aumentar as pressões
O PSOL votará contra a reforma da Previdência, tanto na comissão especial, quanto no plenário da Câmara. O partido entende que o governo segue com dificuldade de garantir os votos necessários à matéria, que, se aprovada, acaba com o direito dos trabalhadores à aposentadoria. As mobilizações, em especial a greve geral realizada na última sexta-feira (28), estão surtindo efeito e aumentar a pressão, nas ruas e no parlamento, poderá garantir a vitória final que é a derrota definitiva dessa proposta.

No dia 28, a militância do partido esteve nas manifestações que ocorreram em todo o país para marcar a greve geral. Agora, é continuar nas ruas, pressionando deputados e senadores para, com muita luta, mostrar ao governo legítimo que a população não aceitará as suas reformas como parte de seu ajuste fiscal.

 

 

DO PSOL Nacional www.psol50.org.br