Luciana questiona ministro da Defesa sobre papel da Anac

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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional realizou nesta quarta-feira (31/10) audiência pública para debater a remuneração dos militares federais e reaparelhamento das Forças Armadas. Participou, além dos parlamentares, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A deputada Luciana Genro (PSOL/RS) questionou quais seriam os planos para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    O ministro Nelson Jobim disse que, no momento, acontecem a indicação e nomeação da nova diretoria. Até agora foram nomeados Marcelo Pacheco dos Guaranys, Alexandre Gomes de Barros e o brigadeiro Allemander Pereira Filho; também foi indicado o engenheiro aeronáutico Cláudio Jorge Pinto Alves, que ainda depende da aprovação do Senado. Para a diretoria geral da Anac, Nelson Jobim indicará Solange Paiva Vieira, atual secretária de Aviação Civil do Ministério da Defesa. Depois dessa fase, segundo Jobim, será restabelecida a coordenação do sistema, tendo a segurança como item número um.

    Luciana Genro também alertou o ministro sobre a distribuição de um jornal chamado Inconfidência, editado por um coronel, Carlos Claudio Migues, nos quartéis e unidades das Forças Armadas. Na opinião da deputada, estes setores das Forças Armadas que defenderam abertamente o golpe de 64 não podem ficar impunes. “Enquanto os sargentos, controladores de vôo, estão sendo punidos por lutar por um tráfego aéreo mais seguro, oficiais defendem o golpe militar impunimente”.

    A deputada Luciana Genro, que integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito do Apagão Aéreo, disse também que não poderia deixar de mencionar a saída de Milton Zuanazzi da diretoria da Anac. Em relatório apresentado em separado na CPI, o PSOL defendeu o indiciamento de toda a antiga diretoria da Agência. Luciana comentou a declaração de Zuanazzi que disse que não queria trabalhar com Nelson Jobim. “Para mim, isto soa como um elogio, ministro”, afirmou Luciana.

    O ministro respondeu que prima, no sistema aéreo, pela segurança, em primeiro lugar, pela regularidade e pela pontualidade. “Realmente não vai trabalhar mesmo. É página virada. Agora, é bola pra frente”, declarou Jobim.